sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cristina l PARTE 2


Cristina não sabia o que pensar, o que fazer... Rios de lágrimas inundaram seu rosto, ela estava perdida em seus pensamentos, ela estava perdida no seu destino. Sentou-se na varanda, no velho balanço e ficou pensando no que fazer... Se perguntou o porquê se sua mãe e seu filho sumirem sem dar explicação alguma. Ficou ali por aproximadamente uns 20 minutos, entrou no carro novamente e foi no cemitério onde toda a geração antecedente estava enterrada. Procurou pelo túmulo do seu pai e achou. Chorou. Passou a mão pela terra que tinha em cima do túmulo, olhou pro nome estampado na lápide: Antônio Luís Fernandes. Chorou de novo. Estava com o coração apertado, com as mãos tremulas, com o pensamento longe.  Sentia falta de seu pai, sentia falta de seu filho. Queria encontrá-los de qualquer maneira. Já não conseguia pensar em outra coisa. Resolveu então voltar pra São Paulo e contratar algum detetive. Precisa desvendar esse sumiço repentino. Sua mãe não tinha telefone celular, o que dificultava mais ainda. Também não tinha mais parentes vivos, nem ninguém que ela pudesse ir pra casa passar uns dias... Ou meses, no caso.
Voltou pra São Paulo e contratou um dos melhores detetives da região. Ela, uma mulher de situação financeira favorável, podia pagar. Passou-se um mês e não teve noticia alguma de ambos. Ela mantinha contato com o detetive todos os dias. Ela, hoje com quase 25 anos, solteira, apesar do seu passado, ainda era linda. Não demorou muito pra Leopoldo se interessar por Cristina. Leopoldo era solteiro, 30 anos aproximadamente, charmoso. Era detetive particular, um dos melhores e ganhava muito em suas investigações, também herdará uma herança muito boa de seu pai. Era rico o suficiente pra não precisar pro resto de sua vida e ainda viver uma vida de luxo. Mas ele tinha seu orgulho e nunca deixará o trabalho de lado. Certamente um ótimo partido. Cristiana às vezes se perguntava por que ele não usava uma aliança e não podia negar uma incrível atração que sentia por ele.
Leopoldo se esforçava o máximo para ter alguma pista da mãe e do filho de Cristina, pois pra ele esse caso não se tratava apenas de trabalho, ele queria impressionar Cristina e ganhar sua confiança e admiração.
As buscas estavam cada vez mais difíceis e Cristiana já se sentia sem muitas esperanças. Desde que voltará à São Paulo, ela tinha se sustentado com o dinheiro que tinha colocado no banco. Além de pagar um ótimo detetive, ela ainda estava hospedada em um hotel de luxo e tinha comprado um carro popular. Já não tinha mais tanto dinheiro guardado como antes e isso a preocupava. Tudo que ela não queria era voltar a fazer programa. Ela sentia-se como um mendigo quase é ofendido por alguém, ela tinha nojo de se olhar no espelho e lembrar de todas aquelas noites, todos aqueles homens, possuindo seu corpo, beijando-a do jeito que apenas um homem tinha permissão pra fazer: o pai de seu filho. Antes daqueles programas, ele tinha sido o único a deitar-se com ela. Sua dignidade nunca mais seria recuperada, ela sabia disso, mas voltar a fazer programa, faria com que ela se sentisse um lixo novamente.
Em uma noite Leopoldo chegou em seu apartamento, tocou o interfone. Subiu. Cristina já estava quase preparada para dormir, mas atendeu a porta de prontidão. Ele lhe disse:
- Tenho uma ótima notícia pra você!
- Me diga – ela disse eufórica.
- Encontrei uma pista que pode nos levar ao paradeiro de sua família!
Cristina com empolgação se jogou nos braços de Leopoldo e beijou-lhe os lábios. Ele retribuiu o beijo com um certo susto. Não imaginava aquilo tão de repente.
Quando ela se deu por conta do que estava fazendo, afastou-se dele, pediu milhões de desculpas. Ele vendo a timidez e o arrependimento no seu rosto, aproximou-se dela, pegou sua mão e disse:
- Eu esperava por isso à muito tempo.
Ela sentindo-se mais aliviada por não compartilhar esse sentimento sozinha diz:
- Nossa, eu agi por impulso, me perdoe mesmo.
Ele a tomou nos braços e deu-lhe outro beijo e disse:
- Eu não fiz por impulso, eu lhe quero!
Os dois compartilharam um momento de paixão, suas auras estavam interligadas e  eles se amaram por uma noite.
Ela, por alguns minutos, lembrou-se de seu passado sujo, lembrou de todas às vezes que tinha feito isso e não tinha sentido nada. E hoje, ela sentir-se-á uma mulher novamente, digna de respeito. Tinha em suas mãos um novo destino e já havia perdido muito tempo, sendo uma qualquer.
Na manhã seguinte quando Cristina acordou, Leopoldo não estava ao seu lado. Ela sentiu uma angústia enorme, mil coisas passaram por sua cabeça. Até que ouviu o barulho do fogão na cozinha.
É, aquele homem era mesmo perfeito, estava lá, preparando seu café da manhã. Ela se encostou na porta e ficou observando-o e  verificando se aquilo não era um sonho.
Quando ele se deu conta de sua presença, ele sorriu e caminhou em sua direção. Pegou-a pela cintura, beijou-lhe com ternura, conduziu-a até a mesa. Serviu seu café da manhã. Conversaram um pouco, e ele contou-lhe tudo, sobre o que havia descoberto e o que podia fazer para achar sua mãe e seu filho. Ela quase não se conteve de tanta felicidade.

(continua)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cristina l PARTE 1

Ela olhou nos seus olhos, beijou sua face, sorriu com ternura. Sabia que poderia não ô ver quando voltasse devido ao seu estado de saúde. Queria ter uma lembrança boa depois de tanto sofrimento, depois de tanta angústia e decepção. Estava com as malas prontas e com o coração aberto. Jamais imaginaria que acabaria assim, mas algo dentro dela a fez continuar. Olhou pro seu filho, passou a mão sobre seu cabelo, olhou-o nos olhos, sussurrou que o amava, deu as costas e partiu pro mundo. O menino esticava as mãozinhas pra ela, gritava seu nome, estava aos prantos, mas nada à fez desistir.  Ela era determinada, teimosa, decidida. Embora tivesse apenas dezessete anos, era madura o suficiente pra seguir por seus objetivos. Nem mesmo a gravidez precoce acabou com seus sonhos. Dona de uma beleza inconfundível esperava pela sua hora. 
Chegando a São Paulo, sem conhecer ninguém, tinha o endereço de uma velha amiga de sua mãe, que havia prometido lhe receber. Bateu na porta, ninguém atendeu. Bateu novamente. Uma senhora, numa cadeira de rodas abriu-a e lhe disse:
- Oi, no que posso ajudar?
- Vim falar com dona Juria, minha mãe foi sua amiga no passado, preciso de um lugar pra ficar.
A velha à observou e lembrou-se do que Juria tinha dito antes de falecer.
-  Ah, entre minha querida... Tenho coisas a lhe dizer, mas estádia você não perderá. 
Cristina entrou, e esperou pela velha que fechava a porta e a seguia. A velha contou-lhe toda a história e o câncer de Juria que a levou pro outro lado da vida. A menina não esperava por isso, mas por um lado estava menos aflita, pois foi recebida com carinho por aquela desconhecida. 
Os dias iam passando, e Cristina não conseguia encontrar nada de trabalho que à pudesse fazer crescer financeiramente e ir buscar seu filho que tinha deixado para trás. Ela não podia ter aquela vida miserável, não podia deixar seu filho crescer sem ter certeza de que seu futuro estaria garantido. Estava enlouquecida, já haviam se passado meses e ela não encontrará nada ainda, estava aflita, com medo, insegura... Coisas que jamais haviam acontecido com ela, mesmo na época em que engravidará. A velha lhe fazia pressão, dizia que ali não era um lugar que ela poderia morar pro resto da vida. Dizia que se continuasse assim, Cristina teria que se retirar. 
O medo e a angústia a dominaram, ela já não sabia mais o que fazer. Havia tentado procurar qualquer emprego, mas nem faxina conseguia mais. 
Foi quando um pensamento imundo invadiu sua mente, ela sabia que era errada, ela sabia que sentiria nojo de si mesma, ela sabia que nunca mais conseguiria recuperar sua dignidade, mas o que mais ela poderia fazer?! Já não havia outro meio. 
Chegando a noite, colocou um vestido preto, que se adequava belissimamente  às suas curvas, penteou os cabelos negros, pintou os lábios de um tom forte e saiu. Não foi difícil conseguir o que desejava, caminhou duas ruas e um carro já estava seguindo-lhe. Seu coração disparava, jamais havia feito algo parecido em toda sua vida. Mas parou, deu um sorriso e abaixou na altura do vidro. Entrou no carro.  Pensou em seu filho, e na promessa que lhe fizera sobre um futuro melhor. Foi em frente. À partir dessa noite, todas as outras que sucederam foi a mesma rotina. Saia tarde da noite, ganhava dinheiro, voltava.
Ela já havia alugado um quarto em uma pensão e pagava barato.  Enfrentou todos os preconceitos que poderia, lutou contra a própria sorte. 
Já havia se passado um ano e as coisas melhoravam, ela já havia aberto uma conta em seu nome e depositava dinheiro. Ela era muito competente no que fazia e já tinha clientes fixos que pagavam mais por seus serviços.  Ela sabia que não podia se apaixonar,  procurava não se envolver.  Seguido ela ligava pra sua mãe, perguntava sobre seu pai, doente. Perguntava sobre seu menino, que estava cada vez mais crescido e agüentava sua ausência. Quando a mãe questionava sobre seu emprego, ela mentia. Dizia qualquer mentira inventada na hora e arrumava motivos inexistentes pra desligar o telefone.
Sua vontade era de ir embora, mas sua ganância fazia querer sempre mais. Chorava todas as noites. Pensava em seu filho, pensava no futuro melhor pros dois. Isso a fez continuar ali, mais 5 anos. Já havia conseguido dinheiro suficiente para ao menos, ajudar seus pais e dar um futuro um pouco melhor para seu filho.
Resolveu voltar pra sua cidade natal, rever todos, esquecer tudo o que havia acontecido em são Paulo.
Mais uma vez arrumou suas malas e partiu. Não dava pra dizer que ela era rica, mas ela trabalhava o dia todo, durante o dia, era empregada doméstica e a noite programas. Durante esse tempo ela gasto o mínimo que podia e colocava no banco tudo que adquiria, recebeu inúmeras propostas de casamento de homens que prometiam lhe tirar daquela vida, mas ela só pensava no dinheiro e no seu filho, que já devia estar crescido e se perguntando onde estava sua mãe.
Pegou o avião e voltou pra Maceió, onde havia nascido e onde residia sua família. Quando chegou na sua casa, viu grama na altura dos seus joelhos, viu a casa caindo os pedaços, não viu ninguém. Lembrou-se que não telefonava pra sua mãe havia quase uns 5 meses, e que nem avisará da sua chegada repentina. Ficou transtornada, não esperava por aquilo. Perguntou pra alguns vizinhos, mas ninguém sabia responder. A única coisa que lhe disseram, era que seu pai havia morrido, e que a partir daí não tiveram mais notícias de sua mãe e de seu filho.

(continua)

Elogios

Você sorri, você sente enorme compaixão pelo seu elogiador, você fica bem consigo mesma, você procura se aperfeiçoar, o oposto das críticas que te abalam, ou das criticas construtivas  que fazem você pensar, os elogios mostram o seu trabalho reconhecido e a sensação de satisfação é indescritível. É. 

domingo, 16 de janeiro de 2011

Entre mulheres.

      O que é melhor do que uma noite entre mulheres para comer pizza e coisas engordativas, olhar filmes ruins, rir destes, falar sobre coisas de mulher, ter medo de baratas, levantar e deitar diversas vezes, tirar fotos, comer sorvete às 2:31 da manhã ?
      É, o mundo masculino certamente não entenderá isso, porque seus programas de "macho" são diferentes disso. Pode parecer coisas fúteis, mas fazem uma enorme diferença, são as coisinhas que chamamos de felicidade, que jamais vão substituir qualquer sensação.

Meninas ♥

Filme Anticristo



" Exibido pela primeira vez em maio, na mostra competitiva do Festival de Cannes, “Anticristo” chocou parte da imprensa especializada, que saiu antes de a sessão terminar ou vaiou o filme ao final da exibição. Na entrevista que concedeu aos jornalistas após a sessão, Von Trier foi alvo da fúria de alguns críticos, que não entenderam ou não gostaram do filme. "
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Realmente é um filme com muitas cenas chocantes e a audácia das cenas em que jamais apareceriam em filmes de terror habituais, fazem parte da narrativa do filme. Em respeito a este, eu acredito que o autor tenta explicar o tremendo fracasso que foi o filme, com um final “enigmático” no qual ele afirma que só pessoas intelectuais conseguem entender. Sem dúvidas não sou uma pessoa intelectual e não gostei do filme como muitas pessoas. Recomendaria a nem assistirem, porque apesar das cenas chocantes de sexo e mutilação dos órgãos genitais, não tem nexo, nem sentido. Se você for sensível ou esperar um filme surpreendente e realmente bom irá se decepcionar. -dik  

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

É... é.

Tenta passar aquela imagem de pessoa foda, tenta parecer extrovertido(a), tenta parecer descolado(a). Tenta ser experiente e conta histórias para os outros acharem que você arrasa. Alguns te chamam de louco(a), outros de coitado(a). Claro, sempre precisamos falar dos tabus da sociedade, da mediocridade das pessoas em relação ao assunto sexo, a sociedade ainda tem a mente pequena, mas nem por isso você precisa sair por ai, bancando o(a) fodão(dona) e comendo (dando) pra qualquer um. Isso  é uma coisa que nem faz bem pra você, é uma completa desvalorização, chego até a supor falta de auto-estima, alguém pra te dizer que você é gostoso(a), que você é bom no que faz, que você consegue deixar ele(ela) louco. É, você não precisa disso pra saber que você é bonito(a). Não é querer ser antiquada, quadrada ou qualquer adjectivo que queira me dar, eu realmente acho uma coisa desnecessária.

PS: Desculpem a falta de clareza e definição e a linguagem , é só uma pequena nota revolta minha, sobre um assunto que não deveria ser discutido publicamente, mas não me contive.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quando as pessoas menos imaginam, as coisas acontecem.

Você não prevê o que irá acontecer daqui a alguns anos, não sabe de seu futuro.

Giulia era uma menina sonhadora e solitária, sempre foi tímida e tinha medo das pessoas desconhecidas, medo de se abrir, medo de se entregar, tanto pra amizade quanto pra amor.
Ela, com seus 14 anos, nunca havia tido um namorado, nunca tinha tido uma amizade verdadeira, sempre quando as pessoas se aproximavam dela, ela dava um jeito de se afastar, de não ficar próxima. Sua família era mal estruturada, mãe alcoólatra, pai desconhecido, não tinha irmãos. Apesar da condição de sua família era bem financeiramente, por causa da pensão que ela e a mãe ganhavam do avô, que era policial civil aposentado. Giulia nunca se abriu pra ninguém, nunca teve um diálogo sobre qualquer coisa pessoa com ninguém. Ela confiava apenas em sua gata Louise. Morava em Toronto no Canadá, estudava em uma boa escola e era frequentemente visitada pelos avós. A menina era baixa, magra, realmente muito bonita, com cabelos compridos até o meio das costas. Olhos puxados e boca grande, uma beleza diferente das meninas do Canadá.
Giulia nunca saia, pelo fato de não ter amigas, também por que ela não gostava desse tipo de coisa, preferia o sossego de sua casa, de seu quarto especialmente. Virtualmente, Giulia era outra pessoa, era alguém espontânea, era alguém extrovertida, popular. Virtualmente ela tinha muitos amigos, por isso suas melhores opções de lazer, eram seu computador e seu mp3 player. Ela sempre fez muitos amigos, alguns até desconhecidos que com o tempo foram se tornando grandes pessoas, essências para Giulia.
Certo dia, Giulia foi conhecer pessoalmente uma de suas amigas virtuais, que morava na cidade vizinha. Elas se encontraram em um grande shopping de Toronto. Giulia realmente gostou muito de Marina, sua mais nova e única amiga real. Sempre que podiam, elas marcavam de sair juntas, de se encontrar pra passear, dar voltas, dar conselhos, conversar sobre a vida, contar o que lhes incomodava. Marina, que era mais alta que Giulia, era loira como as meninas canadenses, mas achava Giulia linda com sua beleza exótica.
Estavam se aproximando as férias nas escolas das duas. A mãe de Marina já conhecia Giulia pelas imagens de webcam, e pelos telefonemas que as duas trocavam. Giulia resolveu passar as férias, na casa de Marina. Ambas as mães não se importavam, a mãe de Giulia menos ainda, pois ela tinha outras bebidas prioridades.
Chegou à data e Giulia foi para a casa da amiga, passar longos dois meses com ela e sua família. Elas se davam muito bem, melhor que qualquer outra amizade já vista por qualquer pessoa. Era incrível como podiam se gostar tanto, confiar tanto uma na outra. Faziam tudo juntas, saiam juntas, iam fazer compras juntas, iam pra festas juntas.
Em uma festa Marina cutuca Giulia e diz: - Amiga, olhe. Aquele cara está olhando pra você.
No instante em que Marina fecha a boca, o homem se aproxima e puxa a mão de Giulia pra dançar. Eles dançam e acontece um beijo. O primeiro beijo da vida de Giulia. A primeira vez que seus lábios tocam os de outra pessoa, como um choque térmico. Giulia fica em êxtase, não consegue nem se mexer e o inevitável acontece, ela acaba se apaixonando imediatamente por aquele homem desconhecido dos lábios quentes. Eles trocam números de telefone, e Giulia, juntamente com Marina, vai pra casa. Na hora de dormir, Giulia está elétrica, não consegue esconder a euforia. Marina, um pouco mais experiente logo percebe o jeito da amiga e começa as perguntas:
 - então Giulia, me conte como foi ?
- ah, foi tão bom, Marina. Não sei como nunca tinha experimentado isso antes.
A amiga, surpresa, não sabia que ela nunca havia beijado alguém antes. Continua:
- Mas Giulia, seu primeiro beijo foi com um desconhecido, como isto é possível ?
- Marina, foi tão diferente, parece que eu já o conheço de algum lugar.
Realmente seria impossível Giulia ter conhecido ele de algum lugar, porque ela nunca saia, nunca ia pra festas nem pra programas de amigas.
Derrepente seu celular toca, Giulia fica aflita. Olha o e vê. É Rodrigo. O homem da balada.
- Oi.
- Olá menina linda - Giulia fica vermelha e esbanjando felicidade. – acha que poderíamos ter um próximo encontro ?
- Mas é claro.
- Poderia ser amanhã, ás 15 horas no Coffe’s ?
- Adoraria.
 - Então está certo, beijos.
:- Beijos.

O coração de Giulia está quase parando, quando ela se lembra que tem que respirar, ela respira e dá um grito de felicidade e sai correndo a pulando e gritando. Marina ri da amiga e por ela se apaixonar tão rápido. Logo após de Giulia contar tudo pra Marina, elas vão dormir.
No dia seguinte, Giulia vai até o local combinado e encontra Rodrigo lá. Eles conversam, riem, se beijão, contam sobre a vida, comem algo, se beijam, e conversam, e se beijão. Quando Rodrigo se lembra de perguntar a idade de Giulia:
- Minha querida, sem querer ser indelicado, mas você tem que idade?
- Catorze e você? Dezoito? Dezenove?
Neste momento Rodrigo fica paralisado, não imaginava que a menina pudesse ter tão pouca idade:
- eu tenho érrr – a voz dele falha algumas vezes – 35.
Agora é a vez de GiuliaGiulia. Porque ela teria de ser tão burra pra não perceber isso? E agora, o que faria? Ficaria com este sentimento pra si mesmo? Esqueceria assim tão fácil? A idade realmente importava tanto?
Uma palavra de Rodrigo interrompe seus pensamentos confusos:
- Não se preocupe meu anjo, isso não importa pra mim, e espero que isso não importe pra você. 
Ela fica mais tranquila, e vê que não é assim tão ruim.
O tempo vai passando, e Rodrigo e Giulia acabam saindo quase todos os dias. Marina fica meio magoada com a amiga, pois quase não recebe mais atenção, está em segundo plano. Mas Giulia está perdidamente apaixonada por aquele homem, não consegue mais ver sua vida sem ele, é incrível como eles se davam bem. Ela quase não poderia crer que eles nunca haviam se visto antes daquele dia da festa. Parecia que ela o conhecia de toda sua vida.
Haviam se passado mais de dois meses, estava na hora de voltar pra sua casa, com sua mãe alcoólatra e distante. Giulia chorou muito, seria impossível deixar Rodrigo, e também Marina, que apesar de não ser mais tanto quanto antes, ainda amava muito sua amiga. Mas não teve jeito, ela voltou pra sua realidade, pra sua casa, pro seu inferno particular. Os dias eram insuportáveis, ela não tinha mais vontade de nada, e as noites eram piores ainda, chorava a cada nova lua eu se ponha no céu.
Havia se passado uma semana, e nenhuma noticia de Rodrigo. Na sexta feira a noite, ela recebe a tal ligação que havia lhe deixado por tantas noites aflita:
- Giulia, querida, desculpe não ter lhe ligado, eu estava em outra cidade resolvendo negócios. Você se incomodaria se fosse até aí busca-lá pra sairmos?
- Claro que não, estou lhe esperando.
Meia hora mais tarde, Rodrigo chega em frente sua casa, já sabia onde ela morava, pois suas conversas na outra cidade haviam sido sobre tudo que era possível.
A mãe de Giulia nem se importou, também nem foi ver quem estava buscando sua filha, estava muito bêbada para ver qualquer coisa.
Esta seria uma das noites mais importantes da vida de Giulia. Ela entrou no carro, beijou lhe demonstrando todo o amor que ela sentia. Os dois estavam em ebulição, de tanta paixão. E... Aconteceu. Entre beijos e abraços e carinhos, eles se entregaram ao que sentiam a menininha e o homem de meia idade, unidos por algo maior que eles, com um abraço corporal, selaram o maior amor do mundo.
Giulia estava radiante, havia deixado de ser menininha, passado a ser mulher. E ainda, o homem de sua vida estava trabalhando em sua cidade, havia conseguido uma transferência.
Estava na hora, ele tinha que se apresentar pra mãe de Giulia, não podia mais esperar.
Giulia apenas disse pra mãe:- vou trazer meu namorado aqui hoje, por favor, não faça vexame.
A mãe, um pouco incrédula, concordou.
Quando Rodrigo entrou pela porta, foi como se o mundo estivesse desabado, se estivesse acontecendo um terremoto no qual nenhum deles sobreviveria. Aquela mulher, feia e acabada pela bebida, que um dia foi tão linda, que um dia pertenceu a Rodrigo. Sim, a mãe de Giulia há 21 anos havia pertencido a Rodrigo.  E dessa relação, havia um fruto. Esse fruto era Giulia. A “mulher” que Rodrigo amava a “mulher” que Rodrigo havia jurado amor, havia dado beijos enlouquecedores, havia transformado em mulher...
Rodrigo não acreditou no que estava acontecendo consigo mesmo, ficou pasmo, incrédulo...
Sua única reação foi sair correndo dali, ir para algum lugar onde sua cabeça pudesse pensar sem ser interrompida. Giulia chorava muito, pois ainda não sabia de nada que havia acontecido. Pensava que sua mãe havia inventado alguma coisa pro seu “namorado” sair correndo daquela forma de sua casa. A mãe, pela primeira vez, teve uma atitude conivente com seu papel de mãe, pegou a sua filha no colo, passou a mão sobre seus cabelos, deu lhe um beijo no rosto e disse:
 - Meu bem, você não pode ter um pai e namorado ao mesmo tempo.
Rios de lágrimas correram pelo rosto de Giulia, que havia ligado os fatos e concluído que Rodrigo, o amor de sua vida, era seu pai! Agora ela entendia o que ligava os dois, entendia como eles se davam tão bem se nunca tinham se visto antes, entendia porque gostava tanto dele e ele tanto dela. Não era amor de mulher e homem e sim de pai e filha. Eles haviam confundido tudo, tinham se entregado pra algo desconhecido e agora pagariam por este erro imperdoável. 
Rodrigo desapareceu. Nunca mais foi visto. E Giulia, mais uma vez sofria por seu “pai namorado”. Onde Rodrigo estaria ¿ Ela queria esclarecer suas dúvidas, queria noticias e explicações. Algumas semanas depois, lendo o jornal da cidade, lhe chama a atenção pra uma manchete:
“Homem desconhecido, aparentando 40 anos é encontrado morto. A policia investiga as causas da morte, mas acredita que houve suicídio.”
Ao lado, havia uma foto de Rodrigo, com um tiro na cabeça.
Giulia desmaiou.
Acordou no hospital. Marina e sua mãe quase dormindo sentadas perto de sua cama. Ela olha pra sua mãe, e chora.
Neste momento, não era necessário dizer nada, nenhuma palavra seria suficiente pra fazer com que Giulia não sentisse aquela dor, inevitável. O chão de Giulia não existia mais, ela era apenas algo que flutuava sobre as nuvens e que nunca se quer havia pensado em descer.
Mãe e filha foram pra casa, elas se sentaram e ficaram se olhando.
A mãe lhe ofereceu uma xícara de café, Giulia aceitou.
As duas ficaram tomando seus cafés, enquanto a chuva da noite caia. Nenhuma das duas ousava falar uma palavra. Existem feridas que não devem ser mexidas, que devem ser cicatrizadas pelo tempo. Apesar da tragédia, Giulia descobriu uma mãe, que nunca havia tido.
E isso foi o que a fez seguir, e não desistir de viver também. 

Memórias.


Eu escrevi e apaguei. Eu fiz, mas não gostei, eu tentei mas não continuei. Eu sempre pensei que a vida seria igual, desde criança, desde pré adolescente. Mas as coisas mudam sim, mudam de um jeito que você jamais vai se acostumar, e sabe que não vai acontecer novamente. Saudade da infância, quando a mamãe vestia você e todos diziam que você era uma princesinha vestida de rosa com um rabo de cavalo e você balançava quando caminhava. Você sempre comia sorvete e lambuzava o cantinho da boca, e sua mão ficava melecada, sua mãe dizia que tinha que lavar agora, e dizia que você era descuidada. E quando você chagava em casa, estava feliz. Sem ter um por que. Estava simplesmente feliz. Você adorava brincar de boneca, ficava horas e horas, penteando, trocando roupinhas e dizendo que você era a mamãe. Colocava os sapatos e os batons da sua mãe, e se achava linda, ia correndo e dizia:- estou bem? Sua mãe ralhava com você, e você ia tirar as roupas, sapatos e maquilagens e voltava pra suas brincadeiras inocentes e criativas. Não se preocupava com garotos, na verdade, tinha nojo deles. Não se importava de estar suada, não se importava se você estava com roupa, sapato, celular da moda. Não se importava se estava gorda, ou muito magra. Não se importava se seu cabelo estava desarrumado, se sua saia estava suja ou se você estava com o rosto limpo. É, acostume-se, isso JAMAIS voltará. Agora você é uma menina, mulher, cheia de inseguranças e medos, que troca de roupa um milhão de vezes antes de sair, que da piti se tem uma espinha no rosto, que jamais sai de casa sem maquilagem alguma, que se olha de cinco em cinco minutos no espelho, que vai pra balada pra ficar, beber, dançar. Que esta sempre atrás da moda, que esta sempre se ajeitando e vendo se ninguém está olhando você. Agora você não está mais sempre com os pais, e está sempre isolada em seu quarto, que trocou o mundo real  familiar, por um mundo virtual de amizades. É menina, você cresceu, mas não se esqueça. Essa fase também vai passar, e rápido. Não espero o tempo acabar novamente, pra sentir falta de tudo isso. Viva! 

Apresentação.



 Olá, meu nome é Danielly, tenho 15 anos e moro em Santa Cruz do Sul - RS 
Não sei muito sobre a vida, não tenho grandes acontecimentos pra contar. Sou eu, apenas uma garota, escrevendo sobre o que me deixa bem, o que me intrigada, o que me deixa mal, adquirindo conhecimentos, tentando adivinhar o futuro, tentando compreender o ser humano, tentando desvendar os segredos da vida... Tentando apenas me expressar.